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Ed. 458 de 17 de março
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26/10/2016 às 10:30
OCUPAÇÕES NO LITORAL - Governo do Estado pede e juiz determina desocupação dos colégios em Antonina
Colégio Brasílio Itiberê
Colégio Maria Arminda
Colégio Rocha Pombo
Estudantes no momento da audiência no Fórum que pôs fim a ocupações
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Com tramitação em tempo recorde, nesta terça-feira (25), a justiça determinou a desocupação dos cinco colégios da rede estadual de ensino em Antonina, atendendo ação movida pelo Governo do Estado na sexta-feira (21), ou seja, apenas dois dias, levando em conta o final de semana.

A audiência foi realizada ontem (24), às 14 horas, e, no mesmo dia saiu a decisão determinando imediata desocupação dos colégios Brasílio Machado, Maria Arminda, Bento Rocha e Hiram Rolim Lamas. Apenas a Escola Althair Gonçalves, que é municipal e estadual, não foi ocupada, sendo que o Colégio Moysés Lupion já havia sido desocupado.

Alguns pais, que estavam apoiando abertamente o movimento, e até o advogado, que estava prestando assistência jurídica aos estudantes, foram inseridos na ação do Estado como réus. Na missão de notificar todos os envolvidos, com uma agilidade impressionante, o oficial de justiça correu, e muito, para citar todos os envolvidos, nas casas de pais, primos, avós, trabalho e até mesmo parou na rua uma mãe que é taxista, afim de cumprir o trabalho do qual foi incumbido.

Na própria audiência de conciliação, o juiz deu um prazo para a desocupação dos colégios, até às 7 horas de amanhã, quarta-feira, dia 26. Pais e alunos passaram o dia de hoje fazendo faxina nos colégios ocupados visando entregá-los em melhor estado do que encontraram.

De acordo com Any Pontes, mãe de uma aluna do ensino médio, que aderiu a iniciativa da ocupação, nunca viu tamanha mobilização por parte do judiciário local, afim de citar os estudantes, e comenta

 

“seria sensacional se todos os processos, principalmente os que envolvem menores, alimentos e família tivessem agilidade de tramitação como foi em se tratando dos estudantes”. E acrescenta, “o movimento irá continuar, uma vez que os estudantes estão decididos, porém os encontros serão no Quintal Cultural e a página no facebook, OCUPA ANTONINA, será mantida”. 

 

O movimento de ocupação iniciou no dia 11 deste mês e durou 14 dias consecutivos, algo inédito e histórico na educação do Paraná. A ocupação foi a nível estadual e surpreendeu o Governo do Estado, além de professores, comunidade e até mesmo pais.

Os estudantes despertaram para a preocupação com o futuro de seu país. Segundo os próprios estudantes as ocupações pretendiam chamar a atenção da população para dois assuntos em especial: a Medida Provisória 746/2016, que trata da Reforma da Educação no Ensino Médio e a PEC 241, que trata do teto para investimentos e gastos Públicos, para os próximos 20 anos.

 

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