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Ed. 472 de 25 de julho
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14/07/2016 às 20:50
Quando a quantidade fragiliza a credibilidade!

Hoje o JB traz a realidade absurda que norteará as convenções partidárias as quais definirão o quadro eleitoral para outubro deste ano. Nem mesmo os que estão envolvidos na disputa pela cadeira maior do Palácio São José sabiam do número de pré-candidatos dispostos a buscar a confiança do sagrado voto do parnanguara.

São 18 nomes divididos em 15 diferentes partidos, alguns como o PT e o PTC com mais de um pré-candidato anunciado.

A grande quantidade fragiliza a credibilidade da disputa municipal, pois estamos diante de um eleitorado nacional que assiste o processo de afastamento de sua Presidente da República por um Congresso Nacional, cuja maioria eleita, está envolvida em corrupção e, recentemente, viveu a renúncia do Presidente da Câmara Federal, por investigação de propina.

O eleitor parnanguara acaba suspeitando de tudo, desde muita sede ao pote, projetos de enriquecimento e até mesmo imunidade por conta de ações judiciais que alguns vivem na carreira pública. E assim os bons pagam por aqueles de más intenções. Separar o joio do trigo entre tanta gente não será tarefa das mais fáceis, apesar de que 15 siglas não disputarão a sucessão do Prefeito Kersten. Nem mesmo 50% deste total, pois há quem esteja apenas plantando dificuldade para colher facilidade e tem ainda os que irão se deparar com a dura realidade de uma nova campanha de 45 dias e com dificuldade financeira.

Já não se pode aceitar o argumento de sonho político, projeto de vida e a ilusão de achar que é possível vencer uma eleição majoritária. Quando a Presidente Dilma acabou com o financiamento privado de campanha, os empresários sérios deste país sentiram um peso sair das costas com o término da pressão pelo poder. Pelo fim da chantagem empresarial do dificultar para liberar o correto e o básico. O famoso “toma lá dá cá” sofreu um forte revés, mas como a vida sempre encontra um jeito, esses usurpadores do erário também darão seu jeitinho brasileiro neste ano.

Na ponta do novelo fica o indefeso eleitor, refém de como votar no trigo sem a garantia que não se tornará joio depois de eleito.  

 

Gilberto Fernandes - Editor do Jornal dos Bairros

 

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