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Ed. 462 de 15 de maio
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16/07/2015 às 19:00
Ricardo e a paixão pela obra de Benito Di Paula desde a adolescência

Encontrar tempo na atribulada agenda de trabalho do vereador Antonio Ricardo dos Santos (PROS), além da família, só mesmo um carioca de Nova Friburgo é capaz de conseguir e ele nem precisa estar presente e tampouco marcar hora. Quem é o carioca? Uday Vellozo, que no alto dos seus 73 anos, consegue transmitir paz e alegria, através de sua obra musical que o consagrou em todo Brasil como Benito Di Paula, o eterno amigo de Charlie Brow. 

Nos bons tempos de John Travolta e Olivia Newton John quando os adolescentes extravasam no embalo da discoteca, Ricardo e alguns amigos se entregavam ao samba latinizado de Benito que ganhou o país a partir dos anos 70. Para quem vê o vereador defendendo os interesses da cidade no plenário da Câmara de forma séria e contundente, não consegue imaginar que essa paixão pela obra de Benito já caminha para 38 anos de admiração. Nesta entrevista exclusiva concedida ao JB, Ricardo não fala da política local, de sindicalismo e nem poligonal portuária e sim de sua condição de fã.

JB – O auge do sucesso de Benito Di Paula ocorreu dos anos 70 aos 80 quando você tinha 14 anos, como isso aconteceu?

Ricardo - Aconteceu que nos idos de 1976, eu tinha 10 anos de idade. A Vila Itiberê, onde nasci tinha muita união, famílias, parentes, as fábricas de caixeta que fomentavam a economia do bairro, Fritz Johansen e Johan Faber. Nesse período tinha um time no bairro que se chamava Linense e jogava futebol amador, algo muito forte naquela época. Todos sonhavam um dia também jogar no Linense. Em 1976 surgiram os campeonatos de pelada e acabaram montando um time chamado Boca Junior no bairro, onde Conrado (Neno) era o comandante. Ali jogava meu tio Tadeu Jacaré, meus primos Elcio Leão e Preto Leão, Rui Periquito, Chico Farofa, Pedrinho Piquete, Marques Leomar de Melo, Peixe Goleiro, os irmãos Nego Claudio, Dedê e Eloy entre tantos outros. As festas eram sempre na casa da Dona Fira, figura muito querida no bairro, amante de futebol e nelas tocavam muitas músicas, entre elas as do Benito di Paula. Nas festas de Nossa Senhora Aparecida meu tio Norival Leão (Valter) sempre colocava entre os cânticos Decolores e do Padre Zezinho, um Benito di Paula. Mas que saudades.

JB – A discoteca foi a febre nos bailes americanos, haviam jovens que gostavam de ouvir o “amigo Charlie Brown”?

Ricardo - Rolava sim entre Pholhas, Bee Gees, Boney M e outros da época, sem contar os bolos de chocolate, tortas de banana e as gasosas e, no dia seguinte, corriam os cadernos de confidência e ali começavam os namoros de forma sadia. Tempo bom.

JB – Qual foi o sucesso que você comprou primeiro de Benito? Foi em vinil ou fita cassete?

Ricardo – Eu já era tão fã de Benito que quando comecei a trabalhar comprei na nova loja da Hermes Macedo (HM) no centro da cidade e que hoje é as Casas Bahia, não me contentei em comprar apenas uma fita cassete ou um LP (long play) e sim a coleção toda da época. Comprei as fitas K7 que ainda tenho até hoje, como pode ver.

JB – O que seus pais diziam deste seu gosto musical?

Ricardo - Meu pai sempre meu parceiro, tanto que as fitas K7 peguei na chácara onde ele sempre guarda nossas coisas, e eu sempre gostei de todo tipo de música e meu pai de sertanejo. Ele dormia com o rádio na cabeceira da cama ouvindo a rádio Record de São Paulo com o programa Zé Betio. Certamente é por isso que gosto de música, mas também gosto de Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Wando, mas o especial é o Benito.


JB – Pelo número de fitas que você possui, ainda tem um bom aparelho para ouvi-las ou já aderiu o CD?
Ricardo – Não uso mais as fitas, até porque tenho os CDS, que são iguais como este que você vê. Já passei todos até para um pendrive e me garantir que jamais irei perdê-los.

JB – Este fã de carteirinha já teve a oportunidade de ir num show ao vivo?

Ricardo – Sim. Quando estive morando em Santos no ano de 1986 tive essa oportunidade, uma maravilhosa experiência, emoções muito fortes. Lembro que ele abriu o show com Lua, Lua muito linda. Não tem como esquecer e não se arrepiar. Tenho certeza que com tantos bons eventos que tem sido realizados na cidade, muitos favorecidos pela Lei Rouanet, alguém ainda investirá na vinda de Benito para um show em Paranaguá. Tenho certeza que será sucesso garantido para velha guarda e também para nova geração, pelos menos aqueles amantes da boa música.

JB – Existe algum sucesso do cantor que virou enredo de parte de sua vida?

Ricardo - Benito fez letras e homenagens maravilhosas, por gostar de forró e de Gonzagão, achei linda Sanfona Branca, mas na minha adolescência, o álbum que “brote enfim um rouxinol que existe em mim” me chamou atenção. Tenho nele uma pessoa que sabe viver.

JB – Com uma agenda atribulada de trabalho e uma dedicação extrema à família, qual o tempo que sobra para ouvir Benito?

Ricardo - Dou um jeito sempre de sentar, tomar uma cerveja e curtir os CDS. É muito bom porque matamos a saudade. Recentemente comprei o DVD do Revelação 360º onde fazem uma homenagem cantando com o Benito, Charlie Brown entre outros, muito bom. Uma compra que recomendo.

JB – Para encerrar defina o que a obra de Benito lhe traz.
Ricardo - Escutar Benito de Paula me leva a uma paz, alegria, por escutar as letras que falam de tudo, e você olha o presente onde se apresentam muitas verdades que eram já cantadas do iria acontecer. Um bom exemplo é o sucesso Proteção às borboletas de 1977, que é voltado às questões ambientais, e isso acaba passando um filme na nossa cabeça muito bom. Nesse filme lembro-me de você Gil, de tênis All Starr, agasalho Adidas e bola de basquete. Mas isso é culpa do professor Paulo Kato que dizia que você era um grande jogador de basquete (risos). Um abraço a todos.

 

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